Empresas sustentáveis são rentáveis mas ainda pouco conhecidas


Empresas sustentáveis apresentam rentabilidade, aponta BM&FBovespa

Por Renato Rostás | Valor
SÃO PAULO – Levantamento realizado pela BM&FBovespa tenta mostrar que, apesar de os produtos e ativos financeiros oferecidos no mercado que tenham lastro em empresas e instituições com práticas sustentáveis ainda não serem tão procurados, sua rentabilidade começa a aparecer, principalmente desde a crise de 2008.
Sônia Favaretto, diretora de sustentabilidade da bolsa brasileira, comparou hoje em seminário organizado pelo Instituto Brasileiro dos Executivos de Finanças (Ibef) o retorno aos investidores tanto do Ibovespa, principal índice de ações, como do ISE, que acompanha os grupos que a instituição considera mais sustentáveis.
Em todas as comparações de longo prazo, o ISE foi “vencedor”, apontou a executiva. Nos últimos 12 meses, por exemplo, o Ibovespa subiu 9,7%, enquanto o índice sustentável avançou 21%. Desde o fim de 2008, quando houve o estouro da crise financeira, as altas registradas ficaram em 49,2% e 80%, respectivamente.
“Isso mostra que não há demanda não porque não há entrega de valor ao acionista, mas porque ainda não há uma cultura de seguir essas companhias”, opinou Sônia no evento. Enquanto a Europa e os Estados Unidos oferecem mais de 10% de ativos que são relacionados a essas práticas, no Brasil a proporção fica próxima a 1%.
A comparação com o início da crise global foi feita, segundo a diretora da bolsa, porque nesta época investidores e gestores começaram a ver salvaguarda em empresas que tinham, por exemplo, boas práticas de governança corporativa. Para efeito de análise, o IGCC, índice de governança, teve valorização de 87,2% no mesmo período.
Ainda há, porém, o fato de estes produtos financeiros serem relativamente novos. “Eles precisam ganhar corpo antes que fundos e investidores procurem os ativos”, comentou, durante o mesmo seminário, Marcio Macedo, chefe do departamento de meio ambiente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “O governo tem que participar exigindo informações por meio da regulação”, opinou.
Entre os exemplos que ainda são praticamente ignorados pelo mercado, Macedo cita o Fundo Clima, do próprio banco de fomento. Nesta modalidade de crédito, o empréstimo a projetos considerados sustentáveis pela instituição têm juros de até 2,5% ao ano. “Falta educação dos atuantes no mercado e também regras que padronizem as informações”, disse.

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