Além de estresse e poluição, trânsito também prejudica a competitividade das empresas

Além de estresse e poluição, trânsito também prejudica a competitividade das empresas
Quem vive em grandes cidades tem que enfrentar um tormento diário para se locomover, perdendo muitas vezes horas do seu dia parado no trânsito. Já mostramos aqui no Blog do Planeta como os carros são responsáveis pela poluição

11/09/2012 – 09:00
(Bruno Calixto)
Foto: Mark Thompson/Getty Images
 
Agora, um estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que, além de estresse e poluição, o trânsito também prejudica a competitividade das empresas.
“As cidades são centros de conhecimento, cultura, fluxo de ideias. Se a cidade fica sem mobilidade, diminui o fluxo de ideias, o que afeta a capacidade de inovação”, diz José Augusto Fernandes, diretor de políticas e estratégia da CNI e coautor do estudo “Cidades: mobilidade, habitação e escala”. Segundo ele, a dificuldade de locomoção de funcionários e mercadorias motivou a indústria a estudar a questão da mobilidade urbana.
A conclusão do relatório é clara: as cidades não podem mais depender apenas do transporte individual. O estudo pede que governantes comecem a privilegiar o transporte público, e que os diversos tipos diferentes de transporte sejam conectados, para facilitar a locomoção. O automóvel deve ter um papel de coadjuvante nos deslocamentos.
O estudo também levanta pontos interessantes sobre a questão de habitação e urbanismo. Para a CNI, não é mais sustentável que a área urbana continue se expandindo territorialmente. O relatório defende que o crescimento seja para dentro. Municípios com áreas urbanas mais espalhadas gastam mais com infraestrutura, e exigem mais dos recursos naturais no entorno. “Defendemos o adensamento das cidades”, diz Fernandes.
Segundo o estudo, o mais importante é colocar a questão das cidades em pauta no debate nacional. Fernandes acredita que, com planejamento e debate, cada município pode conseguir melhorar a qualidade de vida e o ambiente urbano. “A CNI não aponta uma solução. Cada cidade tem suas características próprias. Tem cidades que podem encontrar soluções nas ciclovias, outras em trens ou metrô. Mas o principal é colocar essa questão no debate nacional”. 


Fonte: REVISTA ÉPOCA 

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