Reservatórios de hidrelétricas têm nível mais baixo de água desde 2010

A seca faz com que o nível de alguns reservatórios de usinas hidrelétricas nas bacias dos rios Grande, Paraná, Paranapanema e Paranaíba –responsáveis pela produção de energia elétrica no Sudeste e no Centro-Oeste…

 
06/09/2012 – 05h15
JULIANA COISSI
DE RIBEIRÃO PRETO
 
A seca faz com que o nível de alguns reservatórios de usinas hidrelétricas nas bacias dos rios Grande, Paraná, Paranapanema e Paranaíba –responsáveis pela produção de energia elétrica no Sudeste e no Centro-Oeste– seja o mais baixo desde 2010. Isso ocorre em seis de dez reservatórios dessas bacias.
No geral, os reservatórios que abastecem essas regiões estão 56,23% cheios –há previsão de que o nível diminua ainda 6% neste mês.
Apesar da estiagem, o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) diz que não há risco de apagão elétrico.
Os reservatórios no rio Grande, na divisa de São Paulo com Minas Gerais, são responsáveis por 27% da energia elétrica que serve o Sudeste e o Centro-Oeste.
Um deles, o Marimbondo, estava com 29,61% de sua capacidade na terça-feira (4), segundo os últimos dados do ONS. É o segundo menor nível de água desde 2006, quando esteve 20,6% cheio –em 2010, chegou a 28,1%.
Também o reservatório Água Vermelha, com menos da metade de sua capacidade (48,27%), não registra um nível tão baixo desde 2010, quando chegou a 26%.
No reservatório de Furnas, com 58,9% da capacidade, não se viu nível tão reduzido desde 2006 (55,75%).
Não chove há 48 dias em Ribeirão Preto, Araraquara, Franca e Barretos, cidade próxima ao rio Grande, segundo a Defesa Civil do Estado de São Paulo.
De acordo com Furnas, que opera três dos quatro principais reservatórios do Grande, a situação da bacia do rio “está abaixo da média”.
As vazões naturais que chegam nos reservatórios estão cerca de 70% da média histórica para a época.
Apesar do cenário de estiagem, o ONS informou que não há risco de apagões, porque o sistema é interligado com hidrelétricas de todo país, de forma que se pode captar energia de outras usinas ou mesmo de termelétricas.
 
PESCA
 
O rio Grande mais raso já afeta a pesca em cidades como Colômbia (SP) e Planura (MG). De até 45 kg pescados por dia na cheia, pescadores hoje conseguem no máximo 30. Segundo João Batista Marques, da colônia de pescadores do município mineiro, a situação, porém, está dentro do esperado para o período.
O rancheiro Paulo César Oliveira reclama da queda na procura por aluguel de barcos. O rio fica raso em alguns pontos –chega a ter apenas 30 cm de profundidade.
“Não preocupa só a mim, mas outros pontos de pesca ficam muito restritos para os turistas”, disse.
 
FOGO
 
Um incêndio em um canavial na rodovia Assis Chateaubriand, perto de Barretos, foi flagrado pela Cetesb no início da tarde desta quarta-feira (5).
O órgão deve multar o responsável pela área, já que resolução estadual proíbe queima durante o dia na época da estiagem. A multa deverá variar de R$ 92,2 mil a R$ 184,4 mil.
 


Fonte: FOLHA ONLINE – SP 

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